A responsabilidade social como um fim e não um meio
EFR
A responsabilidade social, em termos gerais, está mais do que nunca na ordem do dia. Atualmente, são poucas as empresas, já de alguma dimensão, que não possuem um plano consistente e estruturado de ações sociais a diversos níveis.
Por Oscar Herencia *
Independentemente do setor de atividade em que determinada companhia opera, este tipo de política é hoje considerada essencial. A eterna questão que se coloca é: benéfico para a imagem ou bom para a sociedade? Julgo que não há uma resposta certa e definitiva. Na verdade, este tipo de iniciativas deixaram de ser apenas ações pontuais e passaram a ser, cada vez mais, uma prática permanente das empresas.
Prática que confere, indiretamente, uma imagem positiva à empresa mas que, em primeira instância, atua diretamente na motivação dos colaboradores por sentirem que fazem parte de uma instituição preocupada com o bem-estar da envolvente em que está inserida. No contexto económico em que nos encontramos, a importância destas ações é ainda mais essencial.
A conjuntura financeira em que nos encontramos atualmente terá contribuído ainda mais para que este tipo de ações assuma um espaço alargado dentro das empresas, sendo os programas de voluntariado, muitas vezes, incluídos nas próprias estratégias de negócio.
Estas ações não são apenas direcionadas para comunidades, associações ou instituições externas, que sofram algum tipo de carência, mas cada vez mais e também para os próprios colaboradores internos da companhia. Numa era em que nem sempre é possível motivar as pessoas através da política salarial ou tipo de incentivos, fomentar o sentimento de pertença aos valores da empresa através de outro tipo de medidas assume uma importância capital.
Essas iniciativas assentam muitas vezes nos colaboradores da empresa, através de ações de "teambuilding", recolha de bens essenciais, entre outras; mas também nas respetivas famílias dos funcionários que cada vez mais são convidados a experienciar a cultura institucional e o ambiente de trabalho das respetivas empresas.
De acordo com alguns especialistas, este tipo de práticas, para além de estimular o sentido de responsabilidade de toda a estrutura da empresa, melhoram também o ambiente profissional e reforçam o trabalho em equipa. Inclusivamente, estudos têm demonstrado que estas ações atuam mesmo ao nível da produtividade.
Naturalmente, deve haver uma preocupação com a coerência que determinada ação assume na própria estratégia da companhia. Os valores e a filosofia corporativa que balizam a estratégia de negócio devem assim ser naturalmente replicados nas ações de responsabilidade social da companhia. No nosso caso específico, a "Fundação MetLife" criada em 1976 e com a sua actividade relacionada com a Educação, Saúde, e Sociedade Civil, dá ao nosso ADN corporativo um incontornável foco neste tipo de acções de cariz social. Na MetLife Ibéria, acreditando convictamente na importância destas ações para a sociedade que nos rodeia, continuaremos a implementar várias destas iniciativas, a mais recente, numa ação de apoio contra a Leucemia Infantil.
Se há alguns anos a responsabilidade social era encarada pelo tecido empresarial como uma área acessória, na qual era preciso apenas investir se os resultados financeiros da companhia fossem suficientemente fortes para o justificar, hoje em dia a mesma faz parte integrante da estratégia e influencia inclusivamente o plano de investimentos e alocação de recursos.
Só um plano estruturado e continuado permitirá à companhia prestar apoio às comunidades que a envolvem, mas também impactar e envolver os seus colaboradores de uma forma transversal. A responsabilidade social empresarial deve ser um fim, e não um meio.
* General Manager da MetLife Ibéria
Por Oscar Herencia *
Independentemente do setor de atividade em que determinada companhia opera, este tipo de política é hoje considerada essencial. A eterna questão que se coloca é: benéfico para a imagem ou bom para a sociedade? Julgo que não há uma resposta certa e definitiva. Na verdade, este tipo de iniciativas deixaram de ser apenas ações pontuais e passaram a ser, cada vez mais, uma prática permanente das empresas.
Prática que confere, indiretamente, uma imagem positiva à empresa mas que, em primeira instância, atua diretamente na motivação dos colaboradores por sentirem que fazem parte de uma instituição preocupada com o bem-estar da envolvente em que está inserida. No contexto económico em que nos encontramos, a importância destas ações é ainda mais essencial.
A conjuntura financeira em que nos encontramos atualmente terá contribuído ainda mais para que este tipo de ações assuma um espaço alargado dentro das empresas, sendo os programas de voluntariado, muitas vezes, incluídos nas próprias estratégias de negócio.
Estas ações não são apenas direcionadas para comunidades, associações ou instituições externas, que sofram algum tipo de carência, mas cada vez mais e também para os próprios colaboradores internos da companhia. Numa era em que nem sempre é possível motivar as pessoas através da política salarial ou tipo de incentivos, fomentar o sentimento de pertença aos valores da empresa através de outro tipo de medidas assume uma importância capital.
Essas iniciativas assentam muitas vezes nos colaboradores da empresa, através de ações de "teambuilding", recolha de bens essenciais, entre outras; mas também nas respetivas famílias dos funcionários que cada vez mais são convidados a experienciar a cultura institucional e o ambiente de trabalho das respetivas empresas.
De acordo com alguns especialistas, este tipo de práticas, para além de estimular o sentido de responsabilidade de toda a estrutura da empresa, melhoram também o ambiente profissional e reforçam o trabalho em equipa. Inclusivamente, estudos têm demonstrado que estas ações atuam mesmo ao nível da produtividade.
Naturalmente, deve haver uma preocupação com a coerência que determinada ação assume na própria estratégia da companhia. Os valores e a filosofia corporativa que balizam a estratégia de negócio devem assim ser naturalmente replicados nas ações de responsabilidade social da companhia. No nosso caso específico, a "Fundação MetLife" criada em 1976 e com a sua actividade relacionada com a Educação, Saúde, e Sociedade Civil, dá ao nosso ADN corporativo um incontornável foco neste tipo de acções de cariz social. Na MetLife Ibéria, acreditando convictamente na importância destas ações para a sociedade que nos rodeia, continuaremos a implementar várias destas iniciativas, a mais recente, numa ação de apoio contra a Leucemia Infantil.
Se há alguns anos a responsabilidade social era encarada pelo tecido empresarial como uma área acessória, na qual era preciso apenas investir se os resultados financeiros da companhia fossem suficientemente fortes para o justificar, hoje em dia a mesma faz parte integrante da estratégia e influencia inclusivamente o plano de investimentos e alocação de recursos.
Só um plano estruturado e continuado permitirá à companhia prestar apoio às comunidades que a envolvem, mas também impactar e envolver os seus colaboradores de uma forma transversal. A responsabilidade social empresarial deve ser um fim, e não um meio.
* General Manager da MetLife Ibéria
Oje, Jornal Económico 28/9/2013
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